
Quer conhecer uma mulher deslumbrante? Primeiramente tente apropriar-se de suas leituras.
Para situá-los, proponho refletirem sobre a forma como costumamos firmar nossos relacionamentos interpessoais, e a maneira que nos armamos (articulamos) quando decidimos firmar uma aproximação àquelas pessoas que nos interessam, seja profissionalmente ou não.
Suponho que muitos fazem uso da maneira mais confortável, e que de fato nos parece ser, a investigação. Ao invés de ir ao céu, decidimos perguntar como de fato ele é, e nesse disse que disse, nos apropriamos de um pré-conceito, que na maioria das vezes, nos são assegurados por um amigo, de um amigo, de um amigo e que juram fazer o maior sentido.
Pois então lhes asseguro. Essa história aconteceu com um primo do amigo, do amigo, de um amigo meu.
Por isso, passo a contá-la de modo que alerto de antemão, que os ruídos da comunicação e os lapsos de minha memória podem interferir o entendimento e a essência da pequena história.
É uma história atemporal, e o acontecido se passa em um local não definido pelo seu autor, com particularidades de quem a viveu, mas que, no entanto nos trazem alguns ensinamentos universais e, por isso, me proponho a compartilhar assim como aquele amigo o fez.
Antes de irmos à história que revelará o segredo daquela mulher, e que poderá ser o segredo de muitas outras, preciso ainda retomar a situação dos relacionamentos interpessoais a que nos submetemos diariamente, pois isso fará todo sentido no desenrolar do mistério dela(s).
Alguém já ouviu falar em telefone sem fio? Não estou falando em celular ou Iphone, mas sim de uma tradicional brincadeira popular, em que consiste na transmissão de uma informação secreta de pessoa para pessoa, até chegar ao fim da corrente, onde o último deverá falar o que ouviu em voz alta. Como esperado, os ruídos da comunicação alteram o resultado final da informação que outrora fora secreta, e o divertido da brincadeira é ouvir o resultado distorcido da informação.
Bom... o que não é divertido é quando a brincadeira tornar-se realidade.
Para ser claro e objetivo, remeto metaforicamente à esta brincadeira para exemplificar o que temos feito de nossas relações, ou melhor, das relações dos outros, pois assim como um fone sem fio as informações sobre a vida alheia passam, repassam e perpassam este aparelho; e o grande problema não é apenas o telefone, mas a lente do óculos utilizada por cada interlocutor, ou seja, o modo como a vida do outro é reproduzida no seu olhar e remetida adiante pelo telefone.
Logo acima, disse que seria claro e objetivo, no entanto não fui nem um nem outro, por isso, tentarei a partir de agora, falar dela, ou melhor, sobre ela(s).
(volto logo...)
imagem: Hermes-Deus da Comunicação.
Adorava brincar de telefone sem fio... Muita curiosidade para saber o final e dar muita risada. É tão bom brincar quando a inocência prevalece. E a relação que fizestes aqui é verídica e causa revolta sim, mas, nao diferente da curiosidade pra ver o final da brincadeira inocente do telefone sem fio, também ficou a curiosidade para saber o que aconteceu com o primo do amigo, do amigo, de um amigo seu.
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